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A GUERRA DOS JUROS!

Os banqueiros brigam para aumentar os juros da taxa SELIC que remunera os seus depósitos, mas o público não sabe, pois eles não expressam este seu interesse. Quem o faz são seus patrocinados, os economistas transformados em analistas, justificados por teorias manipuladas, promovendo, por exemplo, o atual terrorismo inflacionário. A partir daí, os meios de comunicação amplificam o medo da inflação de várias formas. Apenas um exemplo: o Jornal Nacional da Globo, patrocinado por quem? Bradesco... E a simulação do interesse é sofisticada. Colocam um biombo para esconde-lo, a fim de disfarçar a sua ganância. Ao invés de interesse dos banqueiros, os analistas o tratam de mercado financeiro e vocalizam-no pelo boletim Focus. Duas coisas ficam claras. A primeira é a de que o mercado, de um mero local de compra e venda de produtos financeiros, passa a ser uma entidade, uma idéia tida como um ente real, com humores, como se fosse um ser real. Em filosofia dir-se-ia que fazem a hipost...

IMPEACHMENT DE PARLAMENTARES: a revogação de mandatos através do voto.

À LUTA, ELEITORES! 1 - Considerando o pioneirismo brasileiro, que por Decreto de 16 de fevereiro de 1822, sob a influência de José Bonifácio, estabeleceu a possibilidade dos eleitores destituírem membros eleitos para o Conselho de Procuradores-Gerais das Províncias do Brasil. 2 - Considerando que as primeiras constituições republicanas de Goiás, do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e de São Paulo introduziram o princípio da revogação de mandatos. 3 - Considerando que a Assembléia Nacional Constituinte, em 1987, cogitou adotar o voto destituínte. 4 - Considerando que já tramita no Congresso Nacional uma proposta de emenda constitucional para revogar mandatos de representantes irresponsáveis, a PEC 73/2005, muito complicada e limitada quanto à participação do eleitorado. 5 - Considerando o exemplo americano; Theodore Roosevelt introduziu em 1903 o recall na Carta de Los Angeles, como parte do “movimento progressivo”.E, em 1911 o recall foi introduzido em nível estadual na C...

Marina Silva

Marina Silva sonha com a política, Ciência, virtude e arte do bem comum. Antiqüíssima, novíssima novidade. Cidadã terrestre, cidadã mundial. A soberania do cidadão Pode ser a pregação. Quem sustenta a sustentabilidade Da economia, da sociedade, da cultura e da política? A fé, a esperança e a generosidade. Universo, Vida, Humanos. Homo faber, sapiens, economicus, spiritualis. Para onde vamos? Alguém sabe? Ninguém sabe. Apostar é preciso. .

MAMÃE

Enfermeiro em Janeiro. Período noturno,  Nada soturno. Eles devem se apressar e morrer, Recomenda o sol poente, Oriente. Também para o Ocidente? De noventa e cinco para noventa e seis. Eu vim em seus vinte e oito, Completei sessenta e oito. Atingirá o Niemayer? Cento e quatro para cento e cinco? Marca passo há dez anos, recarregado. E agora oxigênio... lúcida, bordando! Sei não. É aguardar! Lá se sabe quem vai antes? Por necessidade vim à sua casa aos trinta e quatro. Por solidariedade volto aos sessenta e oito. Bela experiência, 2013.

REVIVÊNCIA

Raul faz dinheiro com corretagem e se considera de classe média alta. Perambulando pelo shopping, entra e lê trechos de uma biografia. Às tantas seus olhos se enchem, quase marejam, ele inspira fundo, pára a leitura para se observar e perceber que uma gota insiste em se formar, transbordar e ser puxada pela gravidade, umedecendo a sua face direita. Revivência. Lembra-se nitidamente da cena. Não quer voltar para a casa dos pais. Quer continuar morando com a tia. Vê o carro preto do pai parado do outro lado da rua. Ele se vê em pé na porta de saída da casa. Ela então lhe ajuda. _. Pode ir, agora você tem duas mães. Você pode ir morar com a sua mamãe sabendo que tem uma outra mãe aqui. _. Mãequi, mani... À cena rememorada segue-se a reflexão, inevitável. Criança de menos de três anos. Nenhuma lembrança da mãe biológica antes da ida à casa da tia, enquanto a mãe lidava com a segunda gravidez, problemática. Depois da volta à casa de origem, a lembrança mais forte é a da mãe sexu...

POEMA PARA SÍLVIA!

Amiga querida, Querida amiga, Ao acaso encontrei Tirei-a e dancei. E-mails trocamos, Nos aproximamos, Nos afastamos. Por que não a esqueci? Então visita-la decidí. Cinema, teatro, conversa, Companhia agradável, amorosa, Orvalho cadente, ferro fervente, Confiança crescente. Apoio mútuo em situações inusitadas Partilha diária da angústia criada Ela, o foco da minha atenção, Escreveu brilhante dissertação, E virou prioridade do meu coração. Quanta intimidade espiritual! O inconsciente decifrado, Ego estimulado, amor incendiado, União triunfal. Tipo mignon, voz suave, Corpo e gesto gracioso, Pele italiana, cabelo anelado, Formoso. Personalidade madura, resistente, independente, Companheira, autêntica combatente. Mãe amiga, rigorosa, Extremamente comprometida, Carinhosa. Sabe que quer a felicidade, merece!

"VIVER É LUTAR"!

Concordo com o poeta. “A vida é luta renhida, viver é lutar”. Começo com o asilo político concedido pelo Equador ao australiano Julian Assange, anunciado nesta manhã de 16 de agosto, dia de aniversário da prima Cristiane Costacurta, a quem presenteio esta crônica. O fundador do WikiLeaks luta pela liberdade de expressão e pela afirmação dos direitos humanos, com as armas de um hacker jornalista. Divulgou documentos classificados como secretos pelos governos, logo surgindo um processo na Suécia, acusando-o de abuso sexual de duas suecas maiores de idade. Condenado na Inglaterra subtraiu-se à extradição, refugiando-se na embaixada do Equador, argumentando a possibilidade de ser, da Suécia, novamente extraditado para os EUA, onde estaria sujeito à pena de morte. Rememorado o fato, contextualizo-o no entrechoque das três maiores forças em disputa. A força do poder financeiro supra estatal, a força do poder político estatal e a força da cidadania mundial em construção. O poder desta...