quarta-feira, 28 de setembro de 2011

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

FERNANDO GABEIRA APOIA A MARCHA CONTRA A CORRUPÇÃO E RECONHECE O INTERNETISMO

"As vozes que não se calam"


“Dados na mesa: a corrupção desviou R$ 40 bilhões em sete anos, R$ 682 milhões no Ministério dos Transportes;

o Brasil caiu 20 posições no ranking da infraestrutura, segundo pesquisa do Fórum Econômico Mundial – deixou o 84º para ocupar o 104º.

Mesmo sem precisar o peso, é inegável que a corrupção desempenhou um papel nessa queda.

Apenas isso seria suficiente para justificar a presença da luta contra o desvio de verbas públicas no topo da agenda nacional.”

... ...

"Algo começou com as manifestações de 7 de setembro. Como em todos os pontos do globo, elas lançaram mão da internet, instrumento sobre o qual não há controle numa democracia."

Jornal "O ESTADO DE S.PAULO", 18 DE SETEMBRO DE 2011, PÁG. A2

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

7 DE SETEMBRO DE 2011 A MARCHA CONTRA A CORRUPÇÃO

Cheguei ao Masp, na Av.Paulista, lá pelas 10 horas da manhã. Logo encontrei a Ângela Barea, economista que conheci na passeata de outro 7 de setembro, a que a Carolina Araújo convocou pela Internet contra o mensalão.

Algumas alunas do Direito Mackenzie atrás de uma faixa, logo me viram e me chamaram. Parabenizei-as pela presença. Notei que não havia uma direção. Estávamos todos ali em razão da Internet.

Percebi uma universitária portando um megafone, pedi emprestado, subi na mureta em frente ao vão do Masp e, apoiado pela Vera Cecília, outra conhecida que acabara de encontrar, improvisei e discursei.

“Estamos aqui unidos por um sentimento comum. O sentimento de repulsa à corrupção. Possuímos um denominador comum, a indignação contra a corrupção..,” e fui por aí, aquecendo os presentes que respondiam com gritos, urras e entusiamadas palmas.

Claro que tive de dar entrevistas logo a seguir. Nem sei pra quem, a não ser uma jornalista que me deu seu cartão, Luciana Quierati, também blogueira –www.terradasboasideias.blogspot.com
http://terradasboasideias.blogspot.com/2011/09/os-caras-pintadas-pedem-independencia.html


Já havia passado o microfone a um recém formado em Direito pela Faap que também veio pelo Facebook. Ele e dois outros universitários assumiram a direção da passeata que saiu do Masp, atravessou a Augusta, cruzou a Paulista e voltou ao Masp.

As palavras de ordem mais gritadas foram:

“Não, não, não. Não à corrupção”.

“Político ladrão, seu lugar é na prisão”.

“Não à corrupção, queremos mais dinheiro pra saúde e educação”.

“Acorda brasileiro, estão roubando o seu dinheiro”.

“Um, dois, mil, a revolta já ta começando no Brasil”, entre outras.

O incansável militante da cidadania Luis Andreoli estava lá, conheci a Celina Marrone, presidenta nacional do Voto Consciente, que me cumprimentou pela fala inicial e me convidou para o movimento que lidera.

Fiquei muito feliz com o entusiasmo cívico das aproximadamente mil pessoas que estimo compareceram. E, em especial, por ter encontrado alguns alunos e alunas, a Luma, a Mariana, a Evelyn e muitos outros mackenzistas. Um dos rapazes me disse: “tenho muito orgulho do senhor”. Depois, às tantas, uma senhora se aproximou e no mesmo sentido: “seus alunos virem é o maior orgulho, parabéns”.

Vários do Anonimous estavam presentes, cobrindo seus rostos com máscaras coloridas e vestindo capas pretas.

Recebi três panfletos: “Democracia Direta”, “Protestar sem confrontar a polícia” e “Independência?”.

Acompanhamos a passeata em quatro, a Ângela Barea, o Francisco Aneas, o Roberto Baquero e eu. Terminada, fomos ao Xodó na Al. Ministro Rocha Azevedo, comemos uns sanduíches, conversamos bastante e voltamos às 14 horas para uma segunda que saiu do Masp e repetiu a primeira.

Soube que às 17 horas a escola de samba “Unidos contra a corrupção” iria sair da Pça Osvaldo Cruz, o que deve estar acontecendo agora, uma vez que são 17,45 horas no meu relógio...

Aprove-se a lei da transparência e condene-se a quadrilha do mensalão!

ABAIXO A CORRUPÇÃO, É O GRITO DA NAÇÃO!

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

“SEM INTERMEDIÁRIOS”

(comentários ao artigo de José Roberto de Toledo, ESP de 05/09/2011, pág. 06)

Sob este título, o jornalista de “O ESTADO DE S.PAULO” relata que na Índia, o projeto Aadhaar pretende fazer o cadastro digital de todos os indianos.

Trata-se, segundo conta, de uma iniciativa de Nandan Nilekani, fundador da Infosys, com o apoio da família Gandhi, que comanda o poderoso Partido do Congresso e o aval do primeiro-ministro Manmohan Singh.

“O Aadhaar resolve o problema da identificação à distância. Através das câmaras dos celulares seria possível, em tese, identificar qualquer pessoa para realizar todo tipo de atividade, até votar. Hoje isso é impensável. Daqui a dez anos (ou menos) não será. O processo será tão fácil e rápido que pode colocar em xeque o sistema de democracia representativa, em prol da democracia direta”, afirma.

“É tudo o que os políticos e partidos não querem”, acrescenta.

É preciso, adverte ainda, evitar que a democracia direta venha a ser um atalho para a ditadura da maioria.

“Mas as rebeliões em países democráticos como Espanha, Grécia, Chile e Inglaterra demonstram que a democracia representativa não satisfaz a nova geração de eleitores, que se sente excluída do processo decisório”.

“Somem-se as novas tecnologias, as redes sociais e projetos como o Asdhaar e o resultado é um debate que pode ser adiado, mas não evitado para sempre”.

Destarte, para nós que já começamos este debate, tomando a iniciativa da construção do Partido da Democracia Direta, as conclusões do jornalista José Roberto de Toledo constituem-se em um apreciável estímulo. (vide “101 fundadores do Partido da Democracia Direta”, de 14 de abril de 2011 neste blog).

Estou muito feliz, porque o jornalista do Estadão nos oferece mais uma indicação de que estamos no caminho certo!





sexta-feira, 2 de setembro de 2011

CORAGEM E MUITOS VIVAS À PRESIDENTA DILMA!


Ontem tuitei Viva Dilma, Viva Dilma, Viva Dilma,...

Porque vibrei com a diminuição da taxa Selic em 0,5%.

Pegou todo mundo de surpresa.

Os banqueiros executivos ficaram nervosos porque o Banco Central não lhes deu ouvidos, já que pressionaram o BC para que não mexesse na taxa. Tudo bem, diziam, que em face do panorama internacional não se aumente, agora, os juros. Mas baixa-los? Essa não!

Para quem não sabe, os bancos ganham tanto mais quanto maior for a taxa Selic. Para aumenta-la patrocinam vários programas de rádio e televisão e inúmeros economistas e comentaristas da economia.

Persuadem com um discurso falacioso. Dizem que a ciência econômica é separada da ciência política e que por isso é técnico que o Banco Central seja autônomo em relação ao governo do país.

Fazem da autonomia institucional do BC o seu argumento político.

E quando conseguem emplacar este argumento com o apoio da mídia, a exemplo dos tempos FHC/LULA promovem a captura do BC mediante o Boletim Focus, que até há pouco só ouvia executivos financeiros.

E então deitam e rolam, surfando, anualmente, em lucros extraordinários, estupendos, estratosféricos, impensáveis.

O espantalho que usam para aumentar a taxa de juros é a inflação.

Fazem crer que só aumentando a taxa de juros Selic se pode baixar a inflação. Mas isto não é verdade.

O Collor venceu a hiperinflação do Sarney, de 80% ao mês, retendo os ativos financeiros e liberando-os em dezoito prestações mensais. A inflação caiu de 80% ao mês, para 20% ao ano!

Outro meio menos drástico de combater a inflação é restringindo o crédito. Por exemplo, crédito para pagamento em não mais de doze prestações mensais. Seria um choque anti-inlacionário, já que o consumo desabaria e, em conseqüência, os preços. Adeus, inflação! Mas nesta hipótese, como ficariam os bancos?

De modo que o problema é eminentemente político. Só as criancinhas e os interessados acreditam que a postura política defensora de uma autonomia para o Banco Central não seja uma ideologia, uma mera reivindicação do segmento da burguesia que empresta dinheiro a juros. A se crer nesta ideologia, o BC decidiria apenas de forma estritamente técnica, isenta de pressões políticas.

Ora. Esta postura é, de fato, a ideologia do sistema financeiro, a racionalização dos interesses materiais dos banqueiros e seus economistas, consultores e jornalistas assalariados, ideologia que subordinou e humilhou FHC/LULA, pondo-os de joelhos frente aos bancos.

Ainda, esta ideologia obrigou FHC/LULA, sob a bandeira necessária e correta da estabilidade, a defender os banqueiros contra os industriais, os comerciantes, os prestadores de serviços, os trabalhadores e o povo em geral.

Parece que Dilma é mais valente, pensa mais no país e, portanto, ensaia um passo muito importante na direção da economia política (monetária, creditícia, fiscal-tributária, de consumo, poupança e investimento), sempre dependente das instituições político-jurídicas.

Portanto, coragem e muitos vivas à Presidenta Dilma!