segunda-feira, 30 de setembro de 2013

NÚMEROS BRASILEIROS DESTE DOMINGO, 28 DE NOVEMBRO DE 2010



1) O ‘CAPITALISMO DE LAÇOS’ – ELIO GASPARI – FOLHÃO, A18.

1.1Neste livro, o professor Sérgio Lazzarini, do Insper, mastigou 20 mil dados estatísticos de 804 empresas. Em 1996, num universo de 516 grandes empresas, o BNDES e os fundo Previ (Banco do Brasil), Petros (Petrobras) e Funcef (Caixa participavam de 72 sociedades. Em 2003, numa amostra de 494 companhias, a participação estava em 95. Em 2009, num universo de 624, o Estado tinha um pé em 119 empresas.
1.2 O professor trabalhou com o conceito de “centralidade”, estudando a composição acionária das empresas. Em 1996, quem tinha mais “amigos” ( olhar de um usuário do Facebook) eram a União (com o BNDES) e a Previ. Em 2009 a situação era a mesma. Com outro critério, olhando-se para os grupos econômicos e seus cruzamentos, hoje quem tem mais amigos é o conglomerado da Andrade Gutierrez, seguido pelo grupo do empresário Carlos Jereissati.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

POEMA, 25 DE AGOSTO DE 2013!

Em parafuso, confuso.
Isso. Medo de compromisso.
Futuro no monturo?
Coração, aqui e agora, contradição.
Movimento, vida, vento.
Segurança? Andança!
Esperança, céu, nirvana.
Felicidade, idade.
Fé, genoma em pé.
Caridade, ferocidade, sociedade.
Capital, menos mal.

sábado, 14 de setembro de 2013

ATÉ QUANDO ABUSARÁS DA NOSSA PACIÊNCIA?

         À mesa, saboreando um queijo e vinho ela me perguntou:
         _ Você já se sentiu inadequado?
         _ Não que eu me lembre, respondi-lhe.
Depois, sentado no sofá, ouvi a mestre pela USP e doutora pela PUCSP, um ano na Inglaterra e meses em Harvard, com um Curriculum Lattes invejável, esbravejar contra a sua abrupta demissão.
         De fato, enquanto aplicava uma prova, discorria, o correio deixava em sua casa telegrama que assim começava: “confirmando seu desligamento...”. Depois de mais de dez anos de casa, via-se no olho da rua, sem maiores... e, procurava entender, queria a minha opinião.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

CARTAZES PARA 7 DE SETEMBRO DE 2013



1) MAIS CADE, MENOS CARTEL

2) ABAIXE A DESPESA COM JUROS

3) ABAIXO A CORRUPÇÃO E A IMPUNIDADE

4) SAÚDE: CADÊ O “MAIS ESGOTO”?

5) SAÚDE: CADÊ O “MAIS ÁGUA ENCANADA”?

6) MAIS EFICIÊNCIA, MENOS DEMAGOGIA

7) DEMOCRACIA DIRETA JÁ


quinta-feira, 29 de agosto de 2013

ANTICAPITAL, BURRICE OU IGNORÂNCIA?


1966. Acabáramos de voltar, trazendo a vitória conquistada no I Festival Internacional de Teatro Amador realizado em Nancy, no sul da França, onde concorremos com a peça “Morte e Vida Severina”, de João Cabral de Mello Neto, música de Chico Buarque. Segundo crônica da psicanalista Maria Rita Khel, o TUCA fora, então, uma unanimidade.
Pois bem. Meu querido e falecido amigo, colega de classe na Faculdade de Direito da PUCSP desde 1964, Luiz Gonzaga da Rosa Travassos, o maior líder estudantil do período 64/68, naquele agosto de 1966 dedicou várias horas para me convencer a assumir o jornal da União Estadual dos Estudantes UEE, que ele presidia, antes de assumir a UNE em 1967,

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

CANSA!

             
O IBGE informou a inflação anual até julho passado, de 6,27%. Caiu em relação a junho, esclarece o órgão, devido à contribuição especial dos alimentos e dos transportes.
Conforme registrei nos dois textos anteriores, segundo Celso Ming e Alexandre Swartsman, o aumento de juros da taxa Selic, iniciada em 18 de abril último, só impactaria a inflação a partir de, pelo menos, seis meses, a partir de 18 de outubro, portanto. Contudo, daquela data até aqui, o Banco Central elevou a taxa de 7,25% para 8,5%. Obviamente, então, o BC não aumentou os juros para baixar a inflação.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

É A ECONOMIA POLÍTICA, ESTÚPIDO!


            Continuo o post “Francisco, uma homenagem e uma denúncia”. E o título acima indica que a economia e a política são inseparáveis, embora os bancos as queiram separadas, interessados em capturar a autoridade monetária, o Banco Central, manter a liberdade de cobrar juros extorsivos e sugar renda da sociedade.
            Claramente, o terrorismo econômico praticado em torno da inflação conseguiu elevar a taxa de juros da SELIC em 1,25% e pretende aumentar ainda mais, apesar da inflação perder força sem ter nada a ver com este aumento concedido pelo governo. (selic é a taxa básica de juros definida pelo governo e que “remunera os saldos diários de caixa dos bancos” – Amir Khair, ESP, 10/03/2013, p. B4). Sobre o montante dos juros Khair informa: “o setor público gastou no período 2002/2012, em média, 6,33% do PIB com juros, o equivalente hoje a R$ 300 bilhões!” “... ... R$ 300 bilhões desperdiçados a cada ano...” ( Amir Khair, ESP, 14/07/2013, p. B6)

terça-feira, 23 de julho de 2013

FRANCISCO, UMA HOMENAGEM E UMA DENÚNCIA!

Em homenagem ao Papa Francisco, eu denuncio, por dever cristão, uma injustiça!

Começo, então, recordando, a complexa vida em sociedade pode ser reduzida a três fundamentos: autoridade, troca e persuasão. Eles se interpenetram e se influenciam simultaneamente, ora um destes três pilares, ora outro, assumindo papel mais relevante sobre os demais.

Destarte, a denúncia diz respeito à injusta transferência de renda da sociedade, seus cidadãos e contribuintes, aos bancos. A razão? A leniência no exercício das autoridades, presidencial, fazendária e monetária, em face da persuasão orquestrada por economistas e consultores, no interesse do lucro das casas bancárias.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

CRIATIVIDADE


            Parece que já faz um século que a Presidente/a Dilma propôs aquela “fuga para frente”, o plebiscito, morto, enterrado e sepultado. Dos cinco pactos então, o fiscal, etc, ninguém sequer lembra. E seu pronunciamento foi dia 21 de junho, não faz nem um mês. Ontem, dia 11 de julho, todas as centrais sindicais quiseram se mostrar, e fora os prejudiciais bloqueios das estradas, evidenciaram ser apenas estruturas burocráticas sem representatividade, 100.000 pessoas em todo o país, muitas recebendo “humanitária ajuda de custo” para empunhar bandeiras. Um fiasco!

quarta-feira, 3 de julho de 2013

PLEBISCITO


Penso que Ferreira Gullar diagnosticou bem, a razão do horror aos políticos, manifestada nas ruas: “eles se tornaram uma casta que se apropriou da máquina do Estado em seu próprio benefício.” (‘A vez do povo desorganizado’, FSP, 30/06/13, p.E10.)


Diante de tal fato, o Ministro Joaquim Barbosa e o ex-Ministro do Ex-Presidente Itamar Franco, Rubens Ricupero, aquele que lançou a moeda Real, propuseram a introdução do recall, instituto jurídico que permite destituir de seu mandato, um parlamentar ou chefe de executivo, através do voto dos eleitores.Estes votam a revogação do mandato do parlamentar ou chefe de executivo, antes do término do mesmo.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

A VOZ DAS RUAS II


Inicio recuperando informação do Datafolha, de 20% de votos brancos e nulos nas últimas eleições. Significativamente, dois terços destes eleitores, segundo o mesmo instituto, tinham menos de vinte e cinco anos de idade. Num colégio eleitoral de aproximadamente 180 milhões de eleitores, são ao redor de 24 milhões de jovens que manifestaram descrença na democracia representativa. E na passeata que saiu do Largo da Batata em 17/06/13, o Datafolha apurou, mais da metade dos participantes tinham menos de 25 anos.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

EXAUSTÃO


Transcrevo a coluna de ELIANE CANTANHÊDE da Folha de São Paulo de hoje, 20/06/2013, à página A2. É uma excelente indicação de alguns dos motivos pelos quais os cidadãos estão exaustos, como indica o próprio título da coluna. Faço o registro para facilitar a memória coletiva.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

A VOZ DAS RUAS

 ( alguns registros para facilitar a nossa memória coletiva )


1)      Datafolha: entre os participantes das manifestações, 77% tem diploma universitário, 53% tem menos de 25 anos e 84% não tem preferência partidária. (FSP, editorial ‘Incógnita nas ruas’ p.A2, 19/06/13)

terça-feira, 4 de junho de 2013

VOCÊ OUVE?


_ Agora eu vou pro quarto do pai! Disse mamãe, por volta das nove e meia da noite, sentada na cama do quarto do meu irmão, logo após tomar uma sopa bem nutritiva, comer o pãozinho com margarina e a gelatina de sobremesa. A amarela, preferida sobre a vermelha.
_ Deus é pai, vai pro quarto de Deus pai? Repliquei.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

SEMESTRE SABÁTICO


Nasci e vi o tempo passar.
Papai faleceu octogenário,
Mamãe, quase centenária, meu cuidado noturno.

Aprendi a empresariar com papai.
Doutorei-me, advoguei, ensinei e publiquei.
Fui empregador e empregado.

Casei e descasei mais de uma vez.
Transmiti minha genética e criei
Quatro lindas inteligências,
Por sua vez, reproduzindo-se.

Hoje li sobre a morte do pai do
Fernão Lara Mesquita...
Nadei das 10 ao meio dia e
Dormi das 14 às 17.

Até às 23, tempo de ler, escrever e conversar.
Como é bom viver!

terça-feira, 16 de abril de 2013

A GUERRA DOS JUROS!


Os banqueiros brigam para aumentar os juros da taxa SELIC que remunera os seus depósitos, mas o público não sabe, pois eles não expressam este seu interesse. Quem o faz são seus patrocinados, os economistas transformados em analistas, justificados por teorias manipuladas, promovendo, por exemplo, o atual terrorismo inflacionário.

A partir daí, os meios de comunicação amplificam o medo da inflação de várias formas. Apenas um exemplo: o Jornal Nacional da Globo, patrocinado por quem? Bradesco...

E a simulação do interesse é sofisticada. Colocam um biombo para esconde-lo, a fim de disfarçar a sua ganância. Ao invés de interesse dos banqueiros, os analistas o tratam de mercado financeiro e vocalizam-no pelo boletim Focus.

Duas coisas ficam claras.

A primeira é a de que o mercado, de um mero local de compra e venda de produtos financeiros, passa a ser uma entidade, uma idéia tida como um ente real, com humores, como se fosse um ser real. Em filosofia dir-se-ia que fazem a hipostatização da idéia de mercado, operando uma construção metafísica. Mas deixa a filosofia pra lá...

A segunda é a de que tentam impor a satisfação do seu interesse, constrangendo o governo pela força oligopolista que possuem. Procuram, dar ao aumento da taxa SELIC, então, uma conotação de decisão já tomada, decorrente da natureza das coisas, mesmo antes do evento decisório por parte do COPOM.

E se os preços agora apontam para a queda da inflação e retiram a legitimidade da sua reivindicação, então, deslocam o foco, passando da economia para a política. E assim vão mantendo a hegemonia cultural necessária à defesa de seus interesses, o aumento dos seus lucros através do aumento da taxa de juros SELIC, que, relembre-se, remunera os depósitos que todos fazemos em suas agências bancárias.

É curioso observar a escalada lingüística. O discurso começou acusando o governo de tolerante com a inflação. Em seguida de leniente ou negligente, aumentando o tom.

Depois, elevando exponencialmente o tom, acusou o governo de ter abandonado o próprio combate à inflação e optado pelo crescimento, sem preocupação com a generalização e a dispersão do aumento de preços. Uma variação amenizada desta colocação foi a de que houve pelo menos o abandono dos 4,5% como centro da meta de inflação e esta teria se fixado no teto da meta, 6,5%.

O biombo do interesse no aumento da taxa de juros SELIC ganhou foros de verdadeira necessidade macroeconômica em razão do choque do preço do tomate que escasseou por causa das chuvas. Aí o tom dos ataques perdeu a compostura tecnicista e passou a ridicularizar mesmo. O governo já estaria sendo motivo de piada nas ruas... o tomate virando colar..., etc.

Bem, mas os preços começaram a baixar! Ah, reagiu o oligopólio dos bancos através de seus arautos: então o aumento tem de vir em razão de um viés político. Entretanto, qual seria ele? De fato, não contrariar o oligopólio dos bancos, mas sem menciona-lo, alegando outras razões, político-eleitorais, por exemplo.

Finalizo. Eu desejo e espero que a presidenta Dilma resista e mantenha a taxa SELIC nos atuais 7,5%. Que Tomibini, Mantega e ela resistam. E, pelo contrário, que consigam avançar, pondo um limite às taxas extorsivas cobradas nos empréstimos bancários.

Mas, quem sou eu?  

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

IMPEACHMENT DE PARLAMENTARES: a revogação de mandatos através do voto.


À LUTA, ELEITORES!

1 - Considerando o pioneirismo brasileiro, que por Decreto de 16 de fevereiro de 1822, sob a influência de José Bonifácio, estabeleceu a possibilidade dos eleitores destituírem membros eleitos para o Conselho de Procuradores-Gerais das Províncias do Brasil.

2 - Considerando que as primeiras constituições republicanas de Goiás, do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e de São Paulo introduziram o princípio da revogação de mandatos.

3 - Considerando que a Assembléia Nacional Constituinte, em 1987, cogitou adotar o voto destituínte.

4 - Considerando que já tramita no Congresso Nacional uma proposta de emenda constitucional para revogar mandatos de representantes irresponsáveis, a PEC 73/2005, muito complicada e limitada quanto à participação do eleitorado.

5 - Considerando o exemplo americano; Theodore Roosevelt introduziu em 1903 o recall na Carta de Los Angeles, como parte do “movimento progressivo”.E, em 1911 o recall foi introduzido em nível estadual na Califórnia e hoje é lei em quase vinte Estados e cerca de mil Municípios americanos.

6 - Considerando outros exemplos, como a Constituição Alemã de Weimar de 1919 que previu a revogação de mandatos e a remoção de representantes no art. 43, a Constituição da União Soviética no art.142, regulamentado pela lei de 30 de outubro de 1959 e a Constituição da República Bolivariana da Venezuela no art. 72, além da tradicional Constituição da Suíça, dentre outras constituições.

7 - Considerando a necessidade de avançar para além das leis de repressão ao abuso do poder econômico nas eleições e da ficha limpa como condição de elegibilidade,

OS ELEITORES, ABAIXO ASSINADOS, PROPÕEM A PRESENTE INICIATIVA POPULAR DE LEI PARA REVOGAR OS MANDATOS DE PARLAMENTARES QUE NÃO SE RESPONSABILIZEM PERANTE SEUS ELEITORES, NÃO CUMPRAM AS SUAS OBRIGAÇÕES E, EM CONSEQUÊNCIA, PERCAM A CONFIANÇA DOS QUE OS ELEGERAM.

Art. 1º Em cada eleição marcada pelo Tribunal Superior Eleitoral o cidadão poderá eleger ou reeleger representantes para as casas legislativas dos três níveis da Federação, como também poderá revogar o mandato de parlamentares que estejam no meio do exercício de seus mandatos, destituindo-os dos respectivos cargos e removendo-os das respectivas casas legislativas.

Parágrafo primeiro: A revogação de mandatos poderá ser feita a cada dois anos, no caso dos vereadores, quando das eleições para Deputados Estaduais e Federais. E quanto aos Deputados, Estaduais e Federais, a cada dois anos, quando das eleições gerais para vereadores.

Parágrafo segundo: A revogação do mandato de Senador poderá ser feita a cada quatro anos, quando das eleições que renovam, ora um terço, ora dois terços de seus membros.

Art. 2º O Tribunal Superior Eleitoral providenciará que o eleitor possa eleger representantes e revogar mandatos de representantes anteriormente eleitos, na mesma urna eletrônica e no mesmo momento da votação.

Parágrafo primeiro: A urna eletrônica deve vir com os espaços apropriados para que o eleitor possa digitar o mesmo número que elegeu o Vereador, o Deputado Estadual, o Deputado Federal e o Senador cujo mandato deseja revogar.

Parágrafo segundo: Trinta dias antes da eleição, os Tribunais Regionais Eleitorais abrirão um espaço digital em seu sítio oficial, para que em 10 (dez) dias, os eleitores possam indicar o nome, o número e a razão de incluir o parlamentar na lista de revogação de mandatos.

Parágrafo terceiro: Transcorrido o prazo de dez dias mencionado no parágrafo anterior, os Tribunais Regionais Eleitorais abrirão no mesmo espaço digital antes mencionado, o prazo de 10 (dez) dias para que os parlamentares mencionados na lista de revogação de mandatos possam apresentar suas defesas.

Parágrafo quarto: Tanto a lista de revogação de mandatos quanto as defesas apresentadas pelos parlamentares nela indicados permanecerão na rede até o dia seguinte ao da eleição.

Parágrafo quinto: A inclusão do nome e do número do parlamentar na lista de revogação de mandatos dependerá de petição on-line de eleitores, dirigida ao respectivo Tribunal Regional Eleitoral, em número mínimo correspondente a 1% (um por cento) do número de votos através dos quais o parlamentar se elegeu.

Art. 3º O parlamentar que receber votos destituintes, para a revogação do seu mandato, em número igual ao que recebeu anteriormente para se eleger, perderá o mandato parlamentar. Os assessores por ele nomeados também perderão seus cargos.

Parágrafo primeiro: Não haverá substituição do parlamentar destituído do mandato, seja por suplente, seja por nova eleição em meio à legislatura.

Parágrafo segundo: A casa legislativa à qual pertencia o parlamentar cassado e removido fará as adaptações matemáticas necessárias ao bom funcionamento da mesma.

Art. 4º O montante de todos os recursos economizados pela revogação do mandato do parlamentar que perdeu a confiança do povo, incluídos os dos assessores, verbas de gabinete e todas as demais a que os parlamentares hoje têm direito irão para um Fundo de Mérito Estudantil.

Parágrafo primeiro: Os recursos existentes no Fundo de Mérito Estudantil de que trata o parágrafo anterior serão distribuídos entre os 1.000 estudantes do ensino público que melhor classificação tenham obtido nos exames nacionais de avaliação aplicados pelo Ministério da Educação no ano imediatamente anterior.

Parágrafo segundo: Resolução do Ministério da Educação regulamentará a seleção dos 1.000 estudantes melhor avaliados, levando em conta as proporções de matriculados em cada Estado da Federação e os respectivos níveis de ensino, fundamental um e dois, médio e superior.


Convidamos os parlamentares mais sensíveis à ética a que subscrevam o presente projeto de iniciativa popular de lei, transformando-o em iniciativa parlamentar, revestindo-o da espécie normativa que a melhor técnica legislativa recomendar.

SEGUEM AS ASSINATURAS DOS ELEITORES E OS RESPECTIVOS NºS DO RG.

1 Marcos Peixoto Mello Gonçalves, RG 3.181.401 SSP/SP

2 ...

3...

OBSERVAÇÃO: Art.61, parágrafo segundo da Constituição Federal de 1988: "A iniciativa popular pode ser exercida pela apresentação à Câmara dos Deputados de projeto de lei subscrito por, no mínimo, um por cento do eleitorado nacional, distribuído pelo menos por cinco Estados, com não menos de três décimos por cento dos eleitores de cada um deles."

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Marina Silva


Marina Silva sonha com a política,
Ciência, virtude e arte do bem comum.
Antiqüíssima, novíssima novidade.

Cidadã terrestre, cidadã mundial.
A soberania do cidadão
Pode ser a pregação.

Quem sustenta a sustentabilidade
Da economia, da sociedade, da cultura e da política?
A fé, a esperança e a generosidade.

Universo, Vida, Humanos.
Homo faber, sapiens, economicus, spiritualis.
Para onde vamos? Alguém sabe? Ninguém sabe.

Apostar é preciso.
.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

MAMÃE


Enfermeiro em Janeiro.
Período noturno, 
Nada soturno.

Eles devem se apressar e morrer,
Recomenda o sol poente, Oriente.
Também para o Ocidente?

De noventa e cinco para noventa e seis.
Eu vim em seus vinte e oito,
Completei sessenta e oito.

Atingirá o Niemayer?
Cento e quatro para cento e cinco?
Marca passo há dez anos, recarregado.
E agora oxigênio... lúcida, bordando!

Sei não. É aguardar!
Lá se sabe quem vai antes?

Por necessidade vim à sua casa aos trinta e quatro.
Por solidariedade volto aos sessenta e oito.
Bela experiência, 2013.


quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

REVIVÊNCIA

Raul faz dinheiro com corretagem e se considera de classe média alta.

Perambulando pelo shopping, entra e lê trechos de uma biografia. Às tantas seus olhos se enchem, quase marejam, ele inspira fundo, pára a leitura para se observar e perceber que uma gota insiste em se formar, transbordar e ser puxada pela gravidade, umedecendo a sua face direita.

Revivência. Lembra-se nitidamente da cena. Não quer voltar para a casa dos pais. Quer continuar morando com a tia. Vê o carro preto do pai parado do outro lado da rua. Ele se vê em pé na porta de saída da casa. Ela então lhe ajuda.

_. Pode ir, agora você tem duas mães. Você pode ir morar com a sua mamãe sabendo que tem uma outra mãe aqui.

_. Mãequi, mani...

À cena rememorada segue-se a reflexão, inevitável. Criança de menos de três anos. Nenhuma lembrança da mãe biológica antes da ida à casa da tia, enquanto a mãe lidava com a segunda gravidez, problemática.

Depois da volta à casa de origem, a lembrança mais forte é a da mãe sexualmente repressora. Ainda que o menino apenas estivesse, aos quatro anos e pouco, descobrindo seu próprio corpo, as zonas de prazer em torno de seu pênis infantil.

Mas o mais importante para Raul foi intuir uma das origens do seu medo de amar, de se apegar, de se entregar e de confiar. Começou a pensar na dor que deverá ter sentido quando foi deixado na casa da tia e apartado da sua mãe biológica. E como se defendeu desta dor. Apagou a sua mãe biológica da memória.

Muito bem. Apegou-se à tia, fez a substituição, admitiu uma nova mãe. Entregou-se e começou a ser feliz. E eis que dela é arrancado para voltar à primeira mãe. Nova morte, novo luto. Novo abandono...

Raul sobreviveu. Mas esteve marcado até agora. É melhor ter duas mães, duas mulheres. Uma titular, biológica, com companheirismo, afeto e sexo. E outra apenas amiga, em parceria espiritual, no stand by, just in case...

Caramba, pensou Raul, talvez um bom analista possa ajudar a desenrolar este novelo...