segunda-feira, 29 de agosto de 2011

IDEOLOGIA NECESSÁRIA


1) Ideologia ocidental: três idéias-força.

Uma ideologia é formada por idéias. Estas idéias ganham força quando se tornam convicções individuais e sociais. Passam, então, a ser chamadas de idéias-força.
A característica básica das idéias-força de uma ideologia é a de que elas se dirigem à ação dos indivíduos e dos grupos que a abraçam. Uma ideologia, portanto, é um conjunto de idéias-força dirigidas à ação.

As idéias podem representar valores, a exemplo da idéia da dignidade da pessoa humana. Desde a Declaração Universal dos Direitos Humanos assinada pela maioria dos países do mundo em 1948, a característica da dignidade inerente ao animal humano passou a ser estimada em grau máximo,valendo acima de tudo, como valor fundamental, a subordinar tudo o mais.

Um outro exemplo é a idéia de democracia. Nos tempos atuais, a democracia também passou a ser vista como tendo um valor universal, como um regime político do povo, pelo povo e para o povo. O povo decide através de representantes eleitos ou diretamente, pelo plebiscito, referendo e iniciativa popular de lei.

Um último exemplo é a idéia de constituição, como um estatuto jurídico que define as regras do jogo da convivência dos nacionais de um país, dos membros de uma nação.E, para proteger os cidadãos dos abusos do Estado, garantindo a sua liberdade, na própria idéia de constituição já está embutida a idéia de separação de poderes, legislativo, executivo e judiciário.

Resumindo, então, estas três idéias-força, constituição, democracia e dignidade da pessoa humana formam a ideologia do mundo ocidental.

2) A conquista do poder.

O poder se conquista através dos partidos políticos. O partido político que está no poder detém a capacidade de se fazer obedecido. Mas para que o poder? Qual a sua razão de ser?

A razão de ser do poder é a promoção do bem comum do povo, é a ajuda a todos os membros da nação.

Por isso, um partido político tem de saber quais são as idéias que vão dirigir a sua ação. O partido político tem de ter uma ideologia para apresentar, conquistando votos para chegar ao poder.

3)As três idéias-força da ideologia necessária

3.1 A idéia de DESCENTRALIZAÇÃO
3.2 A idéia de PARTICIPAÇÃO DIRETA
3.3 A idéia de GERAÇÃO DE RENDA

3.1 A descentralização.

A idéia da descentralização significa que o Estado não deve fazer nada que possa ser feito pelos cidadãos.
E, ao contrário, o Estado deve atuar quando os cidadãos, individualmente ou em grupo, não saibam fazer, não possam fazer ou não tenham interesse em fazer o que for preciso ser feito.

3.2 A participação direta.

A idéia de participação direta significa que as decisões sobre as coisas públicas devem contar com a opinião dos cidadãos.
Eles, então, devem ter o direito de participar das escolhas relativas às políticas públicas, aos negócios públicos, bem como acompanhar diretamente a execução das decisões tomadas e ainda participar da fiscalização destas execuções.
A participação direta pela INTERNET é uma possibilidade cada vez mais real e ao alcance de um número cada vez maior de pessoas.
Por isso esta idéia convoca todos os brasileiros a arregaçar as mangas para construção de um futuro brilhante.

3.3 A geração de renda

A idéia da geração de renda significa criar as condições necessárias e suficientes para que todos tenham uma profissão útil, a fim de ganhar uma renda cada vez maior.
O povo e a nação brasileira ganham, se cada um for capaz de gerar a sua própria renda. Individualmente ou em grupo.

4)Imaginação.

Como levar à prática estas três idéias-força que compõem uma ideologia partidária destinada a conquistar o poder político?
Usando a imaginação. São inúmeras as situações que cada um de nós vive na sua casa, no seu bairro, no seu Município.
Uma boa forma de exercitar a imaginação é conversar com as pessoas. Converse. Provoque bate-papo e converse. E anote. E discuta. E anote. E reúna um grupinho, três, quatro, cinco. E converse, discuta e anote.
As boas soluções vão surgir para por em prática esta ideologia capaz de conquistar os corações e os votos.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

INTERNETISMO E NOOSFERA

Internetismo lembra humanitismo,
Que lembra Machado de Assis
Que lembra positivismo.

Positivismo lembra Comte.
Mas agora estamos no pós-positivismo.
Tempos de abertura do espírito para além do fato positivo, do como as coisas acontecem.

Mas calma lá!
Não estou invocando qualquer transcendência.
Sim, admito o Mistério.
Mas como Mistério é Mistério,
Fico nos fatos, nos meros fatos.

A Internet é um fato.
Os códigos fontes e as plataformas livres no seio da Internet,
Que não podem ser objeto do direito de propriedade, são fatos.
Fatos da Internet. Fatos virtuais e materiais.
De matéria virtual.
Fatos que estão na base material da sociedade, virtualmente.

Corte. Vou tratar de outro assunto. Ao final ligar os dois e fazer uma exortação.

Noosfera é o nome do próximo passo da evolução.
Uma esfera de conhecimento acessível pela força do pensamento.
Um anel de energia psíquica ao redor do planeta Terra.
Leiam o Miguel Nicolelis que ele explica a energia mental em seu último livro sobre o cérebro.

A noosfera corresponde a tomada de consciência da humanidade enquanto ser: “Eu sou a humanidade”
Não é invenção minha não, fantasia ou ilusão!
Quem disse isso foi o Teillard de Chardin, no livro “O Fenômeno Humano”, editora Cultrix.

Quem é esse cara?
Ele fez com Darwin, o que Agostinho fez com Platão e Tomás de Aquino com Aristóteles.
Cristianizou a lei da evolução das espécies.
E, se há evolução, o estágio atual do ser humano não é o seu termo final.

Daí o próximo passo, a noosfera! A Humanidade tomando consciência de si mesma.

E o que é que o internetismo tem a ver com isso?

Ora, o Internetismo é a superação do capitalismo pelas mãos da nova classe social formada pelos hackers ativistas. Uma espécie de socialismo sem ditadura.

Complexificação e desmaterialização crescentes em um novo modo de produção que já vai sendo construído com base no conhecimento.

Seja lá como for, com respeito, com muito respeito ao ser humano. Defendendo-o dos autoritários, intimidadores e chantagistas, meros tigres de papel,com as armas da irreverência, da gozação, do sarro e da indiferença!

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

O AGORA!

Bem, o agora acaba de passar. Passou. Já é memória, apenas memória.
Mas uma segunda frase vem na sucessão do agora da frase anterior.
Então a vida é uma sucessão de agoras.

E o futuro, para lá do agora desta frase que acabo de escrever?
É apenas esperança de que possa se materializar, se concretizar, se atualizar em um próximo agora.

Nessa onda formada de agoras já se passaram sessenta e seis anos e meio.
É agora pra dedéu, gíria antiqüíssima, esclareça-se!
Deu tempo para eu nascer durante a ditadura de Hitler e da ditadura Vargas, vencidos em 1945.
Não as percebi, por óbvio.

Deu tempo de eu estudar o capitalismo versus o comunismo, o da cortina de ferro formada pela URSS União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, democracia versus ditadura.
Deu tempo do Mao Tse Tung tomar o poder na China em 1948, do Fidel Castro em 1959...

Deu tempo do muro de Berlim cair em novembro de 1989, do império soviético implodir em 1991, e de assistir a primavera árabe, ditaduras caindo como dominós, Tunísia, Egito, Iêmen, Líbia, quais as próximas?

Deu tempo de assistir à vitória, o crescimento, a hegemonia e a crise do capitalismo financeiro globalizado no Oeste, a revitalização do capitalismo selvagem no Leste, trabalhadores sem qualquer direito, a criação da moeda Euro, em curso a união fiscal e orçamentária européia, rumo ao Estado Federal Europeu, os Estados Unidos da Europa...

Deu tempo de assistir o aparecimento da televisão em branco e preto, do computador pessoal, do Ipad, do telefone pretão, da Discagem Direta à Distância, DDD, das redes sociais Facebook, Orkut, Twitter, Flickr, Linked In, eu até criei uma página pessoal e um blog, ativos desde 2004...

Deu tempo de criar quatro filhas que já geraram um neto e quatro netas...

Deu tempo de trabalhar quarenta e três anos e de me aposentar...

Deu tempo de crescer sob a Constituição liberal de 1946, atravessar a ditadura militar iniciada em 1964, ler a Constituição de 1967, sofrer o Ato Institucional nº 5de 1968, de lutar pela redemocratização do Brasil, de participar do processo constituinte de 1988 e de observar Collor, Itamar (sem dúvida o melhor), FHC I e II, Lula I e II e agora, de novo a palavrinha agora, torcer que Dilma presidenta combata a corrupção! Combate pra valer? Ou será para Inglês ver?

Tem algum leitor pessimista aí?

Em apenas duas gerações e meia o planeta mostrou forte tendência em prol da democracia, abandonando as ditaduras, assinou em 1948 uma declaração universal dos direitos humanos que vem tentando concretizar a duras penas, começando pela defesa do direito à vida, o direito a ter direitos, reconheceu uma nova regra moral, a de preservar o meio ambiente e promoveu uma revolução tecnológica e digital, parindo a Internet.

E dentro da Internet nasce a semente da destruição do direito de propriedade capitalista, quem diria! São os códigos abertos na web, que não são passíveis de apropriação nem pelos particulares, nem pelos Estados e nem pelas corporações empresariais. A nova classe social? Os hackers. A nova formação social? Talvez o Internetismo, uma espécie de socialismo sem ditadura do proletariado...

E agora? Não sei, mas este é o agora que consigo perceber...

Detalhe: agora as coisas andam muito, mas muito mais depressa do que a gente consegue perceber. E as bolsas sobem e as bolsas descem...!

Que insegurança, que medo, hein? Não, não. Não precisa ter medo de nada, ok?

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

INTERNETISMO!

Internetismo,
O que será?
Mais um ismo qualquer?

Internetismo
Rima com capitalismo.
Seu filho, é o que ele é!

Internetismo
Rima com socialismo.
Este mudou de nome?

Escravagismo.
Feudalismo.
Capitalismo.
Socialismo, ops,
Internetismo?

WikiLeaks
Anonimous,
LulzSec
Transparência Hacker

Hacker ativista,
Um, dois, mil,
Dez mil, cem mil,
Um milhão?

Uma nova classe social em formação?
Indivíduos interconectados por objetos virtuais livres na Internet, desenvolvedores de coisas que não são e não podem ser propriedade de ninguém.

Que caminhos as pessoas desta nova classe social darão a esta transformação? Os capitalistas resistirão aos internetistas, aos hackers ativistas?

J.J. Gomes Canotilho, constitucionalista português, acha que precisamos pensar nos equivalentes jurídicos da democracia eletrônica. Já!

Partido da Democracia Direta.