quinta-feira, 25 de agosto de 2011

INTERNETISMO E NOOSFERA

Internetismo lembra humanitismo,
Que lembra Machado de Assis
Que lembra positivismo.

Positivismo lembra Comte.
Mas agora estamos no pós-positivismo.
Tempos de abertura do espírito para além do fato positivo, do como as coisas acontecem.

Mas calma lá!
Não estou invocando qualquer transcendência.
Sim, admito o Mistério.
Mas como Mistério é Mistério,
Fico nos fatos, nos meros fatos.

A Internet é um fato.
Os códigos fontes e as plataformas livres no seio da Internet,
Que não podem ser objeto do direito de propriedade, são fatos.
Fatos da Internet. Fatos virtuais e materiais.
De matéria virtual.
Fatos que estão na base material da sociedade, virtualmente.

Corte. Vou tratar de outro assunto. Ao final ligar os dois e fazer uma exortação.

Noosfera é o nome do próximo passo da evolução.
Uma esfera de conhecimento acessível pela força do pensamento.
Um anel de energia psíquica ao redor do planeta Terra.
Leiam o Miguel Nicolelis que ele explica a energia mental em seu último livro sobre o cérebro.

A noosfera corresponde a tomada de consciência da humanidade enquanto ser: “Eu sou a humanidade”
Não é invenção minha não, fantasia ou ilusão!
Quem disse isso foi o Teillard de Chardin, no livro “O Fenômeno Humano”, editora Cultrix.

Quem é esse cara?
Ele fez com Darwin, o que Agostinho fez com Platão e Tomás de Aquino com Aristóteles.
Cristianizou a lei da evolução das espécies.
E, se há evolução, o estágio atual do ser humano não é o seu termo final.

Daí o próximo passo, a noosfera! A Humanidade tomando consciência de si mesma.

E o que é que o internetismo tem a ver com isso?

Ora, o Internetismo é a superação do capitalismo pelas mãos da nova classe social formada pelos hackers ativistas. Uma espécie de socialismo sem ditadura.

Complexificação e desmaterialização crescentes em um novo modo de produção que já vai sendo construído com base no conhecimento.

Seja lá como for, com respeito, com muito respeito ao ser humano. Defendendo-o dos autoritários, intimidadores e chantagistas, meros tigres de papel,com as armas da irreverência, da gozação, do sarro e da indiferença!

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