“SEM INTERMEDIÁRIOS”

(comentários ao artigo de José Roberto de Toledo, ESP de 05/09/2011, pág. 06)

Sob este título, o jornalista de “O ESTADO DE S.PAULO” relata que na Índia, o projeto Aadhaar pretende fazer o cadastro digital de todos os indianos.

Trata-se, segundo conta, de uma iniciativa de Nandan Nilekani, fundador da Infosys, com o apoio da família Gandhi, que comanda o poderoso Partido do Congresso e o aval do primeiro-ministro Manmohan Singh.

“O Aadhaar resolve o problema da identificação à distância. Através das câmaras dos celulares seria possível, em tese, identificar qualquer pessoa para realizar todo tipo de atividade, até votar. Hoje isso é impensável. Daqui a dez anos (ou menos) não será. O processo será tão fácil e rápido que pode colocar em xeque o sistema de democracia representativa, em prol da democracia direta”, afirma.

“É tudo o que os políticos e partidos não querem”, acrescenta.

É preciso, adverte ainda, evitar que a democracia direta venha a ser um atalho para a ditadura da maioria.

“Mas as rebeliões em países democráticos como Espanha, Grécia, Chile e Inglaterra demonstram que a democracia representativa não satisfaz a nova geração de eleitores, que se sente excluída do processo decisório”.

“Somem-se as novas tecnologias, as redes sociais e projetos como o Asdhaar e o resultado é um debate que pode ser adiado, mas não evitado para sempre”.

Destarte, para nós que já começamos este debate, tomando a iniciativa da construção do Partido da Democracia Direta, as conclusões do jornalista José Roberto de Toledo constituem-se em um apreciável estímulo. (vide “101 fundadores do Partido da Democracia Direta”, de 14 de abril de 2011 neste blog).

Estou muito feliz, porque o jornalista do Estadão nos oferece mais uma indicação de que estamos no caminho certo!





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