sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

PERGUNTAS SEM RESPOSTAS!

1. O que eu ainda posso esperar da vida?

2. O que a vida ainda pode esperar de mim?

3. O que eu ainda posso esperar da vida enquanto eu trabalhar para satisfazer o que eu julgar que a vida ainda pode esperar de mim?

4. O que a vida ainda pode esperar de mim enquanto eu trabalhar para satisfazer o que eu julgar que ainda possa esperar da vida?

5. Mas eu posso transformar a minha vida em “a” vida e com ela dialogar como se fosse um ente vital, realmente existente em si e por si, no sentido de que a vida possa ser algo externo a mim, com a qual eu possa me relacionar? Relação entre a vida e eu. Ou, então, relação entre eu mesmo e a vida?

6. Não é mais realista e dialético, menos fantasioso e ilusório, em uma palavra, menos metafísico, apenas admitir e suportar o fato de que eu sou vida, na medida em que eu estou vivo, animado, pensando e escrevendo, a partir da consciência de que estou exatamente fazendo uma reflexão?

7. Admitindo que eu seja apenas isto, uma mera manifestação de vida consciente, qual a minha segurança? Em que me apoiar, se a ciência não me oferece nenhuma certeza absoluta? É possível suportar a manifestação de vida que a minha consciência me mostra existir ou ser em mim, sem qualquer certeza, sem qualquer absoluto?

8. Conseguiria eu suportar a existência imitando Jesus sem projetar-me nele, sem me alienar nele, e dizer para mim mesmo, como ele disse de si próprio, eu sou o caminho, a verdade e a vida?

9. É possível ser e estar, então, apenas considerando que cada um de nós, inevitavelmente terá de abrir seus próprios caminhos? Talvez buscando a verdade, quanto possa interessar? Vivendo a vida do dia a dia, acompanhando o nascer e o por do sol enquanto o organismo humano permitir?

10. Quais os sentimentos que esta postura provoca, estimula e incita em relação aos outros seres humanos? A de ficar indiferente ou a de desejar fazer alguma diferença?

11. O instinto de sobrevivência não reclama fazer alguma diferença? E o impulso sexual não ajuda? E o desejo de poder, de pertencer a um grupo e de se ver reconhecido não é, cada um destes desejos, um poderoso estímulo para não ser indiferente?

12. E na circunstância de cada um de nós, no aqui e agora, o que fazer de mim mesmo? Apenas ser? Apenas estar? Fazer algo? Esforçar-se para tomar consciência da própria situação? Formar uma consciência histórica? Virar religioso? Virar militante de uma causa sem virar militonto? Buscar sentidos e significados para a existencia pessoal?

13. Não é mais simples virar mais um da manada, diluído na sociedade de massa, mero fanático torcedor de algum time? Se possível vivendo do trabalho alheio? Superando o tédio existencial através das distrações, dos entretenimentos, ficando por aí, sem nem perguntar o nome do ficante, ajudado por um pouquinho de química, na base do “consumo, logo existo” ?

NOTA DE ALEGRIA. São 18:40 horas e acabo de ler que o ditador do Egito renunciou. Os egípcios e todos os democratas do mundo comemoram o fim de mais uma autocracia. Parabéns ao povo egípcio, especialmente aos jovens que derrubaram a ditadura Mubarak nas ruas!

Um comentário:

Pedro disse...

“Para ser grande, sê inteiro: Nada
Teu exagera ou exclui”

- Fernando Pessoa