terça-feira, 11 de agosto de 2009

MARINA SILVA PRECISA DE UMA BOA VICE-PRESIDÊNCIA

Estou hoje, dia 11 de agosto, postando novamente este texto porque ele sumiu do blog. Havia sido postado dia 08 passado. Mas recuperei-o através do cache do google. Então, estou postando novamente.


1) Hoje, dia 08 de agosto, já dou como favas contadas de que Marina Silva será minha candidata a Presidente da República. Desde meu texto de 16 de junho passado, intitulado Marina x Dilma, passando pela carta aberta que lhe dirigi via e-mail e publicação neste blog no dia 03 passado, as notícias do Estadão e da Folha indicam que ela será mesmo candidata pelo Partido Verde. Alvíssaras!

2) Mas ela precisa de uma boa vice-presidência. Qual seria o melhor ou a melhor candidata para compor a chapa presidencial? Em primeiro lugar seria bom elegermos critérios e depois verificar quem os melhor preencheria.

3) Vamos deixar de lado a questão estratégica fundamental, a de tornar o Brasil uma POTÊNCIA AMBIENTAL, a partir do nosso grande diferencial que é a Amazônia, porque a própria MARINA SILVA encarna, pela vida, pela ideologia e pela experiência política, esta necessidade brasileira e planetária. Inclusive, pelo conhecimento de causa, parece-me a mais preparada para defender a Amazônia da eventual cobiça estrangeira.

4) Então, para além desta necessidade estratégica, qual seriam as questões mais candentes a serem resolvidas, a fim de que o Brasil não comece a patinar e involuir, a exemplo de alguns dos nossos vizinhos? A meu ver são duas: a corrupção endêmica incrustrada na nossa mentalidade cultural ainda pouco republicana e o desprezo das elites oligárquico-coronelísticas pela escola pública gratuita e de qualidade para todos, sem discriminações de origem, raça, sexo, cor, idade ou quaisquer outras formas de preconceitos.

5) Entretanto, além do combate à corrupção e da competência para garantir ensino público, gratuito e de qualidade para todos, um perigo de fundo ronda o Brasil. É o da desmoralização da democracia como regime político necessário e suficiente para organizar a vida em sociedade da melhor forma possível. Da democracia e portanto, da liberdade. Pelo menos, desmoralização da democracia representativa. A causa, todos sabem, tem duas vertentes, uma negativa e outra positiva. A negativa é dada pelo que os políticos apresentam ao povo. E, a positiva, vem da Internet, das possibilidades que ela dá ao povo de controlar o poder público, especialmente o uso dos recursos arrecadados pelos tributos que pagamos ao Estado.

6) Por enquanto listei três critérios: combate à corrupção, escola pública de qualidade para todos e defesa da democracia, da liberdade de comportamento individual e grupal, com autonomia democrática constitucionalmente garantida. Quanto a este terceiro critério, é preciso acreditar na possibilidade de incorporar as massas das periferias das grandes cidades sem atacar as instituições democráticas, a separação de poderes, a autonomia dos ministérios públicos, o respeito às oposições, a liberdade de expressão dos meios de comunicação, a alternância de poder e, rechassar com firmeza os autocratas.

7) Bem, falta examinar a conveniência geopolítica e geoeleitoral. Marina Silva é do Norte e fecha também o Nordeste com facilidade. Converia ter uma vice-presidência do Sudeste para baixo, de preferência do maior colégio eleitoral do país, São Paulo. Sendo ela uma mulher, conviria que a companhia na chapa fosse a de um homem. De preferência tão jovem quanto ela, significando não só a sucessão de uma presidência mas também a sucessão de uma geração no poder, dos anos quarenta para os anos cincoenta ou mesmo sessenta. Além disso que adensasse sua candidatura com dois outros valores: experiência administrativa e eleitoral já testadas e uma aliança partidária independente, da oposição responsável, a indicar mudança para melhor, capaz oxigenar o ambiente dos últimos dezesseis anos de tucano-petismo no Planalto. Para formar uma chapa que guardasse os elementos positivos do tucano-petismo e possibilitasse um salto de qualidade na gestão dos negócios públicos, reorientados pelos critérios da economia socioambiental para um desenvolvimento sustentável, ou verde, como também se diz.

8) Aplicando este critério: combate à corrupção pelo compromisso com a transparência via Internet, escola pública, democracia, homem mais jovem, eleitoral e administrativamente testado, pertencente ao maior colégio eleitoral do país e capaz de levar o DEM para uma alinaça com o PV, concluo, salvo melhor juízo, que o melhor nome para a vice-presidência de Marina Silva seria o do prefeito Gilberto Kassab.

9) Esclareço que não conheço pessoalmente nem a Senadora Marina Silva, nem o Prefeito Gilberto Kassab. Pessoalmente conheço o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o atual presidente Luis Inácio Lula da Silva e o governador do Estado de São Paulo, José Serra, assim como conheço alguns secretários tanto do Estado quanto da Prefeitura de São Paulo, alguns senadores, deputados federais, estaduai e vereadores da Capital. Entretanto, tenho preferido conservar-me apenas professor universitário.

10) Por isso, o meu raciocínio político decorre do que considero melhor para o Brasil de hoje, do final da primeira década do século XXI. Tem como premissa um senso de história política do Brasil. Não decorre nem da amizade que nutro por muitos amigos, tanto do PSDB quanto do PT, nem de qualquer entendimento prévio, seja com o PV, seja com DEM.

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